Rota dos Pioneiros
Descrição
O rio Paraná faz parte da história dos povos indígenas, dos exploradores espanhóis, dos bandeirantes portugueses e dos jesuítas. Foi palco de batalhas, rota de acesso, de perseguição e de grandes fugas. Esta região pertenceu à coroa espanhola até meados do século 17. Em 1556, junto à foz do rio Piquiri, no Paraná, foi fundada Ciudad Real del Guairá, uma das primeiras cidades coloniais espanholas, que tinha na exportação da erva-mate a principal atividade económica. Para evitar a destruição das cidades no Guairá e diminuir os conflitos, em 1588 foram enviados pelo império espanhol padres jesuítas, que se deslocavam pelo rio Paraná e afluentes para a evangelização, e a partir de 1610 criaram missões fixas, como as primeiras fundações de San Ignacio Mini e Loreto, nas margens do Paranapanema. O Guairá chegou a contar com 18 missões jesuíticas, que abrigavam cerca de 200 mil indígenas dos povos guaranis e jês. Uma das maiores epopeias fluviais foi o êxodo guairenho, em 1631, quando cerca de 12 mil indígenas e 700 embarcações viajaram, rio abaixo, pelo Paranapanema e, em seguida, pelo Paraná, em fuga de um grande ataque de bandeirantes. No século XVIII, os portugueses ergueram o Posto Militar de São José da Pedra Furada do Piquiri (1772-1773), junto às ruínas de Ciudad Real, abandonada em 1632, com o avanço dos limites geográficos de Portugal que configuraram o Brasil. Neste último século, passámos pelos naufrágios das embarcações dos tenentes da Revolução de 1924 até à chegada dos “novos pioneiros”: os imigrantes e cafeicultores do noroeste do Paraná.






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