Trilha do Garimpo
Descrição
Trata-se de um trilho histórico do período do garimpo, que ligava os povoados de Xique-Xique de Igatu e Andaraí. Além da calçada de pedra em quase todo o trajeto, a Trilha do Garimpo permite ao visitante avistar as ruínas do antigo bairro garimpeiro do “Luis dos Santos”, onde se encontra o principal ex-líbris de Igatu, bem como o museu “Galeria Arte e Memória”, que destaca a cultura e a história da vila. O trajeto é uma verdadeira viagem no tempo, com inúmeras ruínas, pontes de pedra, muros de contenção, abrigos de garimpeiros e zonas de mineração. Xique-Xique de Igatu iniciou o seu ciclo diamantino por volta do ano de 1844, quando chegaram os primeiros garimpeiros às serras da região. De pequeno garimpo, ganhou ares citadinos, com lojas de produtos importados, escola e feira, seguidos de cinema e telefonia. A sua população rondou os nove mil habitantes, distribuídos entre a área urbana e os garimpos que orbitavam a vila. A segunda metade do século XIX consolidou-se como o auge da produção diamantina, quando o Brasil alcançou o estatuto de maior produtor mundial da gema. Após o período da guerra, com as suas minas exploradas até à exaustão durante mais de um século, a economia diamantina já não se sustentava e assim se iniciava o esvaziamento da vila e das outras cidades nascidas da exploração do diamante. A crescente industrialização do sul do país no pós-guerra levou grande parte dos seus habitantes a migrar para São Paulo, movimento que, em poucos anos, deixou a vila quase vazia. Bairros inteiros foram abandonados e a população que permaneceu instalou-se nas casas do centro, no meio de outras que ruíam. Quase todo construído em pedra, o conjunto das casas e da engenharia mineira arruinou-se, constituindo hoje um expressivo acervo histórico e arqueológico do ciclo diamantino.
Modalidades

